sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Cidade

Enquanto todos dormem,
ela desperta

E se veste para a festa
Que está só começando

As máquinas vêm e vão
As risadas estridentes ecoam nas ruas estreitas
Pessoas cantam em línguas desconhecidas

Ela está radiante
Em seu belo e decadente vestido de gala
E então me olha com os olhos de ressaca,
convidativos

Mas os paetês caem,
A maquiagem borra,
As cores desbotam
"E agora, José?"

E o levantar do sol
Marca o momento em que ela perde seu sapatinho de cristal
Para vir buscá-lo no dia seguinte,
Como faz incessantemente

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