Pequenina, quase imperceptível
Que nunca foi aberta
Alguém jogou a chave fora
Desfez-se dela
E fez bem
Lá mora uma tristezazinha miúda
que, sentada, chora de noite e de dia
Não tem nada, nem ninguém
Não há quem se lembre dela
Ficou lá, esquecida do mundo
Correu, e encurvada, socou o corpo pequenino
no canto da parede úmida
E já que vive trancada
Não aparece
Mas vez ou outra lança seu olhar amargo
pela fechadura
E sua dor se espalha em mim
Como perfume acre
Tristezazinha sentada em pequenos cantos escuros.
ResponderExcluirBem umidos, cheirando ao ralo das suas lágrimas.
Era pequena, quase imperceptível.
A sua frente apenas uma portinha sem chave.
Jogara fora a tanto tempo, sem nunca ser aberta.
Sera que fez bem?
Ficou lá, a tanto tempo perdida
Agarrara o proprio corpo tentando se dar
o calor de um abraço ou talvez fosse amor
o que queria?
E como vive trancada e sozinha
Não aparece
Mas por não conhecer nada alem de dor
Só pode vez ou outra despejar amargura
por seus olhos.
E a dor se espelha entra pelas narinas e agita o coração.
Enfim, eis o que sentir ao te ler. Obrigado.