domingo, 26 de junho de 2011

À noite

Se perguntava quando perdeu o sono

A angústia chegou sem aviso

e instalou-se para sempre

Agora a noite chega e o peito

sente a dor sufocante

Sobe até a garganta, e quando o corpo se deita

é como se se entregasse a um ritual

de asfixia lenta

Melhor ficar à janela

escutar o silêncio da cidade

que dorme

E se questionar como é que isso

tudo se deu

Nenhum comentário:

Postar um comentário